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23 de maio de 2013

Yureis - Os fantasmas japoneses

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  Hey sweeties, wassup? Meu yeobo me emprestou uma das revistas dele e lá eu achei um artigo muito interessante e resolvi postar aqui pra vocês. Inicialmente a ideia surgiu de um comentário no  post anterior -arigatou Hina-san m(_ _)m- e então lembrei da "minha" revista -porque tudo que é do yeobo é meu também u.u hunf- Lógico eu vou colocar os créditos pra revista, mas só no final do post, até porque quero vocês lendo isso aqui u.ú, enfim, o quesito aqui nesse post são filmes de terror japoneses. Sábado, eu estou planejando postar alguma coisa sobre: filmes asiáticos no geral. E saibam que quem não ler vai ter um yurei puxando seu pé hoje a noite ò.ó se tem valor a vida sugiro que leia até o fim haha u.u

E me desculpem, fiz tudo na pressa e não betei o post :c


-Artigo original por Christian Reis Ossola- Neo Tokyo edição n° 66 editora Escala

  
  Não faz muito tempo que Hollywood tem feito versões americanizadas de produções de terror orientais, sempre tentando -e ênfase no tentando- manter aquela angustia bizarra de cenas imprevisíveis dos filmes do clássico do J-Horror.
  E isso de fato tem feito muito sucesso, obras do J-Horror como Ringu, Chakushin Ari ou Kairo, ganharam suas versões ocidentais, assim aquilo que estava fadado ao pequeno sucesso com apreciadores de filmes de terror fez fama no mundo todo, porém, tendo um alto preço a se pagar.
  Antes de relevar a questão do 'alto preço a se pagar' por fazer fama com sua versão ocidental e não com sua versão original, vamos falar de J-Horror. 'Mas já não está  óbvio que é simplesmente terror japonês?' Sim está! Mas você realmente conhece de fato o verdadeiro terror japonês? As histórias como de Sadako Yamamura, um espírito sofredor tendo como sua versão ocidental Samara Morgan a garota que sai de um poço? -Notem apenas minha irônia fail mas percebam que, em questão de 'ridicularização' da história eu tenho razão- Certo, então vamos lá! Oque caracteriza um verdadeiro J-Horror? 'Mas não é simples? Se foi feito no Japão e é filme de terror é J-Horror. Não?' Não. As características de um verdadeiro J-Horror são seu estilo em sí. J-Horrors possuem um estílo pictográfico, parecem ser antigos e é isso que muitas vezes te prende no medo. Tem muitas vezes que uma história é fundada na cultura e no folclóre dos japoneses, os "monstros" dos filmes por exemplo, em J-Horrors, geralmente são yureis, espíritos, fantasmas de cabelos longos e negros presos a Terra por seus assuntos inacabados. Diferente dos filmes daqui, os J-Horrors não tem pressa em contar sua história, os personagens saem naturalmente, diálogos rápidos, cortes bruscos de cena, mas sempre mantendo seu mistério, os personagens são pessoas normais, nada do 'Amigo descolado e popular que não liga pra nada', da 'Loirinha que sobrevive no final do filme' ou 'A garota que tropeça enquanto foge e acaba morrendo por ser um mamão maduro' Os personagens são únicos no seu modo, que vão desde a garotas de colegial vivenciando sua vida monótona dia após dia sobre os céus de Toquio, até um grupo de colegiais e pessoas do corpo docênte que vivem suas vidas normais e patéticas e num fatídico dia resolvem se suicidar, deixando um mistério a ser resolvido para um simples detetive ou policial. E é isso pra mim que torna esse gênero de filme tão único. 
  Agora posso falar do preço que os japoneses pagaram por deixar seus filmes nas mãos de americanos: Lembra da parte sobre a histório fluir num rítmo da vida cotidiana, sobre os personagens serem pessoas normais nada de loirinha vivendo suas vidas normais, monótonamente fazendo coisas normais? PUF Esqueça tudo, delete da sua mente, ao invés de uma colegial japonesa que tem uma morte dolorosa no fim protagonizando o filme, coloque uma loirinha bonitona que sobrevive no final, enfie no meio um amigo idiota que só quer saber de baladas e festas e o mamão maduro de toda a história -por que vamos admitir que dificilmente você acha um filme de terror americano sem esse personagem, já se tornou um ritual colocar essa alpaca no roteiro e fazer dele um personagem odioso, que quando morre, faz todos internamente girtarem 'aleluia'-.
  
-Alguns confrontos culturais:

  A versão japonesa de 'O chamado' se parece bastante com a versão americana, apesar da rapidez com que tentam explicar -e fora que nem explicam direito como a maldita da Samara foi parar naquele poço- o mistério continua alí, o clima de tensão e investigação está lá, porém, existem algumas versões de filmes adaptados que seguem totalmente um rumo oposto ao do filme original.
  Flimes de terror japoneses tem suas regras, que são sempre devidamente seguidas, e os filmes de terror americanos também, com um porém, enquanto que as regras de J-Horrors são em relação aos yureis, as regras de filmes de terror americanos são em relação as suas vítimas: Depois da cena introdutória dos personagens podemos dizer quem morre e quem sobrevive. Garota bonita da capa? Viva. Amigos de postura social flexível sem preconceito em relação a drogas e sexo livre? Mortos -mas de qualquer forma morreriam de aids mesmo hahuahauhauhauah *palmface-* 
  Quanto a linha de tempo dos filmes de J-Horror, posso dizer que tecem com calma, toda sua trama, através de cenas aparentemente desconexas entre sí, mas que em algum ponto do filme se encaixam, enfim fazendo com que caia a ficha e tudo faça sentido, e de cena em cena, você vai montando um quebra-cabeças imaginário. Posso dizer que esse é o ponto que mais me atrai em filmes de J-Horror.
  E finalmente expressando minha opinião sobre os 'remakes' americanos, defino tudo em uma frase: Uma concepção errada do que os rodutores acham que o público quer assistir foi impregnada na cabeça deles, e não saí tão cedo de lá, mas talvez isso seja bom, afinal, talvez nem todos estejam prontos pra um bom e velho filme sobre yureis.
  
Esse artigo foi reescrito por mim relevando meu ponto de vista. Não postei o artigo original em sí porque seria plágio descarado, mas você pode baixar a edição da revista ou comprar o3o
[www]

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